Lolita e suas raízes!

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As raízes da subcultura Lolita (ロリータ・ファッション ) são difíceis de datar, visto que suas influências contam desde o glamour decadente rococó até a elegância vitoriana, passando por referenciais mais obscuros como a silhueta jovial e ultra-feminina americana da década de 50, a moda romântica britânica da década de 60 à la Mary Quant e seus famosos vestidos baby-doll, sem falar no próprio movimento Kawaii (可愛い), um ato de rebelião de garotas adolescentes que assumiam uma estética mais infantilizada em contraponto a homogeneidade social e imagética japonesa.

Já na década de 80, publicações para “garotas românticas” ocupavam as prateleiras, entre elas em 1982, foi lançada a Olive Magazine que era um sucesso entre as estudantes colegiais. Parte da popularização do Lolita se deve a tal publicação, pois em seus editoriais frequentemente eram escolhidas peças com golas exageradas, babados, saias volumosas, fitilhos e cores pastéis; garotas que se vestiam tais quais as modelos apresentadas nas fotos eram chamadas de “Garotas Olive”.

De acordo com o pesquisador de moda Reiko Koga, existiam três tipos de “garotas Olive”: a primeira se embonecava em rendas, babados, estampas florais e demais tendências tidas como femininas; a segunda, era mais esportiva como a idol Kyoko Koizumi e por último, a terceira tinha um gosto por acessórios e praticava um self-styling combinando diversos acessórios tidos como fofos aleatoriamente, assim como as garotas de Harajuku (原宿) seriam conhecidas por fazer uma década depois.


Havia um estilo similar ao Lolita chamado “Estilo Boneca”, iniciado após dois designers da MILK saírem para começar seu negócio independente. Jane Marple e Emily Temple Cute foram fundadas em 1985, ambas continuam na ativa até hoje; além de menções honrosas a outras marcas como Baby The Stars Shine Bright e Heart E, fundadas em 1988, um ano após Ryuko Tsushin usar o termo “lolita” para nomear a crescente tendência.



No boom dos anos 2000, com a popularização de bandas de visual-kei e Harajuku (原宿) se tornando o berço da contracultura jovem, o Lolita finalmente ganhou espaço como macrotendência e se consolidou como um fenômeno mundial, sendo influente na moda até os dias atuais.




Nossa colaboradora!


Isabelle Vímara é jornalista nas horas vagas, designer, stylist, produtora executiva e coolhunter, sempre exercitando o olhar e ressignificando o cotidiano em nome das sete artes.

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