SIBYLLE, A ANTI-VOGUE DA ALEMANHA ORIENTAL!

13:07

 


Oi gente! 

É sempre muito bom acrescentar outros olhares e referências. E partir de hoje, todas às terças teremos posts interessantíssimos da minha amiga e stylist Isabelle Vímara. Neste conteúdo de estréia, a Isa resgatou esse presente para nós, falando sobre a importância da revista germânica Sibylle. 

Sibylle é quase uma anti-Vogue, publicada de 1956 a 1995, a revista mais conhecida na Alemanha Oriental contava com edições de dois em dois meses, seis vezes ao ano e apenas 200.000 exemplares anuais.

Em contraste com as demais revistas ocidentais, Sibylle enfatizava o urbano, acessível e anti-materialista em termos de estética, sendo uma das percursoras ao boicote de colunas de "aconselhamento feminino", visto que na Alemanha socialista era orientado que as mulheres não fossem emocionalmente condescendentes.

Renegando a pompa, os ensaios eram feitos em locais públicos como parques, bares e até mesmo o metrô, tanto na Alemanha Oriental quanto nos demais países do leste europeu. No entanto, como as peças fotografadas não estavam à venda, a revista disponibilizava moldes para que as leitoras reproduzissem as mesmas respeitando seus biótipos, orçamento e individualidade.


Por volta dos anos 60, o Partido Unificado Socialista da Alemanha culpou o baixo desempenho econômico do país pela perpetuação das ideologias inimigas, dando voz a rebelião juvenil que assolava a década; não seria a primeira vez que a publicação causaria um incômodo público, levando em conta que em 89 após a queda do muro de Berlim, designers do leste do país apresentaram suas peças do outro lado do muro, simbolicamente alinhando as modelos em frente aos escombros.

Apesar do imenso legado, seja político ou imagético, após a compra da revista por uma empresa do oeste da Alemanha o sucesso nunca mais foi o mesmo, levando ao seu fim em 1995.


Seja bem-vinda Isa!


Isabelle Vímara é jornalista nas horas vagas, designer, stylist, produtora executiva e coolhunter, sempre exercitando o olhar e ressignificando o cotidiano em nome das sete artes.

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